Pedofilia no MAM, Arte e Admirável Mundo Novo

Após o boicote à exposição Queermuseu, feito pelo próprio Santander (é uma instituição privada, portanto possui o poder de se auto-boicotar) em que retrata pedofilia, zoofilia, e sexualização de crianças, o MAM preferiu fazer o mesmo – dessa vez não um retrato apenas, mas numa prática pedófila mesmo. E ainda financiada pelo Itaú (http://bit.ly/2xRqWuk). Foram gastos, desde 2011, 960 mil reais para colocar um homem pelado sendo tocado por crianças. É assim que o Estado cuida do seu dinheiro, cidadão.

Habemos a entender o que é, afinal, arte. Uso a definição do jornalista Roberto Lacerda: “é a representação do belo dada pelo espírito humano, tipo funcional que serve para atender a educação estética dos indivíduos, por meio de sua contemplação perante os outros. A educação estética é fundamental para que apreendamos a julgar o feio e o belo, o bem é o mal, o justo e o injusto, o bom e o mau etc.” Ou seja, ela serve para dar um sentido profundo, e é assim que conseguimos diferenciar o desenho de um homem transando com um cachorro, da escultura de Davi; o urinol de Duchamp, da escultura de Pietá.

Entendido isso, reveja as fotos e o vídeo da exposição do MAM e tente enxergar contemplação do belo naquilo. Onde ele se encaixa na definição? Aquilo é “anti-arte”; aquilo fere direitos, aquilo é feio, e tem um único intuito moderno: chocar por chocar, não possuir um significado além do que aparenta.

Segundo a própria lei 11.829/2008:

“Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:

I – facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso”.

Isso é PEDOFILIA. É crime, cara pálida. Não seja conivente com essa canalhice, que gasta o SEU dinheiro. E se isso fosse feito dentro de um quarto? Seria válido? Só porque foi feito dentro de um museu de arte, é arte? Sem relativismo!

Todavia, isso está dentro dos moldes de Aldous Huxley. Em 1932, o autor lançava um livro chamado “Admirável Mundo Novo”, em que descreve o que acontecerá com a sociedade em aproximadamente 600 anos após a sua publicação. No entanto, o que ninguém esperava, é que Huxley no prefácio da edição de 1946, admite a sua vontade de que o mundo seja como foi descrito em seu livro, com um poder totalitário central e os meios disso se concretizar (LEIAM). Um mundo em que monogamia, família, religião, amor e valores morais são totalmente repudiados, enquanto que sexo, drogas, brinquedos eróticos para crianças, poligamia, entre outras escatologias e absurdos, seria a forma correta de como as pessoas devem viver, pois um dos lemas é “cada um pertence a todos”. Um lacre! Alguma coincidência até agora?

Segue um dos trechos em que o Bene (Benedito Gomes Barbosa) sagazmente transcreveu do livro em seu feed, que na minha edição de 2017 estão nas páginas 53 e 54. O Diretor do local explica como o mundo era “retrógrado” e como avançaram:

“Durante um período muito longo antes de Nosso Ford, e até no decurso de algumas gerações posteriores, os brinquedos eróticos entre as crianças eram considerados anormais (houve uma gargalhada); e não apenas anormais, mas realmente imorais (não!); e eram, portanto, rigorosamente reprimidos. (…) O quê? As crianças não podiam se divertir?

Não podiam acreditar.

– E até mesmo os adolescentes – dizia o D.I.C -, os adolescentes como os senhores…

– Não é possível!

– Salvo um pouco de autoerotismo e de homossexualidade, às escondidas… absolutamente nada. Na maioria dos casos, até terem mais de vinte anos”.

Vivemos na era das inversões; do contraditório. Uma criança não pode levar palmada, não pode brincar de carrinho ou boneca, não pode querer ser super-herói (http://abr.ai/2x55qyp), não pode escolher a cor do seu Kinder Ovo (https://glo.bo/2fZZmUq), mas pode ser precocemente sexualizada, tocar num homem nu, ser descrita como “viada”, pode ter sua mente deturpada por ideias progressistas nas escolas, os quais ensinam que trocar de sexo mais cedo é normal, mas usar turbante ou querer o cabelo liso é uma afronta à cultura afro. E isso tudo com a prepotência desses moderninhos que chamam de ARTE. Largue mão dessa arrogância suja, ignorância parva, admita essa realidade para si e meio passo já está andado em direção às virtudes.

G. K. Chesterton já dizia: “Quando estamos na beira do abismo, a única maneira de progredir é retroceder”.

Deus tenha piedade do nosso mundo, nada admirável.

________________________________________________________________

UPDATE: os 960 mil reais não eram para o sujeito que fez a performance, foi um erro de número. Na verdade, o próprio MAM recebeu 6,6 milhões pela Lei Rouanet. O que é bem pior! Fonte: http://bit.ly/2yQBwQ

Tauany Cattan on Facebook
Tauany Cattan
Jornalista (Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP). Estudiosa da 'Análise do Discurso' (AD) aplicada à Imprensa e do armamento civil. Curiosa pelas ciências humanas em tempo integral.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *