G1 constrói discurso para defender pedofilia

Cidadãos protestaram contra ato de pedofilia ocorrido dentro das dependências do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), em frente à instituição de “arte”, e o  G1, portal de notícias das Corporações Globo, cobriu a manifestação e  construiu seu discurso minuciosamente para desmoralizar os cidadãos anti-pedofilia e defender a violência sexual contra uma criança de 4 (quatro anos).

Na “matéria”, a equipe de jornalismo do G1 age tão desonestamente que devem servir apenas como exemplo do que jamais deve ser feito, pois são o que há de mais vil e rasteiro no jornalismo. Logo no enunciado inicia-se a construção do discurso: “Manifestantes protestam em frente ao MAM contra performance de homem nu”.

Oras, se são manifestantes, logo, estão protestando/manifestando, o desespero para encontrar uma palavra que substitua cidadãos só não é maior que a falta de talento e criatividade para executar tal tarefa. Não satisfeitos, utilizam a frase “performance de homem nu” como eufemismo para não terem que dizer “aliciamento de criança”, ou o mais correto, que é “pedofilia”.

No subtítulo “Ato fala em ‘erotização infantil’. Museu diz que sinalizou sobre nudez em sala e que trabalho não tem conteúdo erótico”. Atentem-se ao espaço concedido à manifestação (que agora virou apenas um “ato”?) resumindo a uma frase curta e superficial, indicando que o ‘ato fala em, como se fosse uma fala qualquer e não verificável, sendo que há um vídeo que prova a erotização infantil e o crime cometido. Em seqüência, o G1 concede espaço bem maior à defesa do MAM e utiliza-se do termo ‘diz que’, ou seja, afirma algo com consistência, para citar a sinalização de nudez na sala e negar o conteúdo erótico.

O MAM realmente publicou uma nota em seu site, na qual nega o conteúdo erótico, apesar do vídeo que não deixa quaisquer dúvidas, e bate na tecla da “sinalização”, como se sinalizar que há nudez no ambiente alterasse o fato criminoso, descaracterizando a pedofilia como crime. Na mesma nota, também chama aos que se manifestaram contra a violência ocorrida em suas dependências como retrógrados, censores e intolerantes. Em momento algum o MAM tenta rebater os argumentos jurídicos, insistindo na falácia de que pedofilia é arte e que se alguém discorda que não assista, nem leve seus filhos. Para o MAM não há problema algum em aliciar uma criança de quatro anos a acariciar um homem pelado, pois quem não gostar pode ignorar; é um argumento falacioso e que cuja aceitação coloca em risco toda a sociedade, afinal, estão afirmando que não há problemas em violentar outros, desde que não se force o público a assistir, ou seja, podemos agora assassinar, roubar e estuprar à vontade, pois o problema não está nessas ações, mas na ausência de uma sinalização para que as pessoas saibam que um estupro, roubo ou assassinato está em andamento, e possam escolher não presenciar.

Voltando ao G1, logo no primeiro parágrafo, o portal destaca em vermelho (obviamente), que os manifestantes estavam lá por causa de ‘uma menina, acompanhada de sua mãe, ser filmada tocando no pé de um artista fluminense’. A manifestação ocorreu por causa (novamente) do ato de pedofilia praticado pelo coreógrafo (jamais artista, como tenta nos convencer o G1) Wagner Schwartz e pela coreógrafa (sua amiga há três anos e mãe da criança vilipendiada) Elisabeth Finger.

O G1 tenta aliviar a tensão da cena criminosa ao frisar que a criança agredida estava “acompanhada da mãe” e que apenas “tocou no pé” de um “artista”. Portanto, para o G1, deve ser permitido que crianças sejam aliciadas, desde que com consentimento da mãe, a linha entre a permissividade com a pedofilia e as demais violências sexuais é tênue, ao aceitarmos esta mentira e descalabro jurídico do G1, estamos afirmando que “a partir de agora, crianças podem ser sexualmente agredidas e vilipendiadas, desde que com autorização da mãe”, logo, se uma mãe permitir que seu namorado violente sua filha de 7 meses,por exemplo,  devemos aceitar, pois o G1 defende que não há problema algum nisso.

Qual a necessidade de informar que se trata de um ‘fluminense’? Insinuar que houve preconceito por causa de regionalismo? Desde quando pedofilia tem algo a ver com isso? Por fim, no mesmo parágrafo o G1 finaliza dizendo que Wagner Schwartz se “apresentou nu”, como se a performance fosse apenas nudez, e não houvesse a interação com uma criança acariciando o corpo de Schwartz (e como se tocar o pé fizesse alguma diferença; a ignorância jurídica sobre pedofilia e incompetência jornalística chocam). Não importa aonde a criança tocou no adulto pelado, pois isso não descaracteriza crime de pedofilia no ato (aliciar criança para praticar ato libidinoso é pedofilia, e ato libidinoso no entendimento jurídico não se resume ao que está no dicionário, portanto, antes de defecarem pela boca, dedos, etc., os jornalistas devem estudar muito e buscar a informação, sendo o mínimo que se espera de uma imprensa que se diga séria).

No segundo parágrafo o G1 informa que mulheres levaram cartazes e que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a segurança do MAM foram acionadas. Realmente, alguém acreditará que cidadãos pacíficos e anti-pedofilia, com cartazes, significam uma ameaça ao MAM. O G1 não informa que a ação é de praxe para qualquer manifestação e que a presença da polícia se deve para a proteção dos manifestantes, que são pessoas pacíficas, diferentes dos membros de entidades violentas como CUT, MST, PCdoB e PT.

Os parágrafos seguintes são ainda piores, pois o G1 se debruça mais e mais na tentativa de atenuar o ocorrido com argumentos como “foi uma apresentação só” (tudo bem cometer pedofilia, desde que seja só uma vez); a exposição é tradicional e se trata de arte (devemos permitir a pedofilia quando ocorre em evento tradicional e ainda chamar de arte, por ser em um ambiente em tese artístico); a performance é inspirada em uma na principal obra de uma artista que eles gostam e dá liberdade à “arte”. Além de Schwartz ser aclamado por ignorantes e estar a 20 anos atuando (logo, não devemos considerar pedofilia crime, mas liberdade de expressão, principalmente porque o ato se baseou na obra de uma suposta artista e o coreógrafo está há anos no setor, sendo aclamado por pessoas que sequer sabem o que é arte).

Ainda bate de novo na tecla da sinalização (de novo, podemos estuprar, roubar, assassinar etc., o importante é que haja sinalização no local, para que as demais pessoas possam escolher não assistir aos crimes).

No sexto parágrafo o argumento do G1 é de que o público era quase todo formado por “artistas” (mais uma permissão para pedofilia: se for à frente de artistas, devemos ignorar) e demonstra novamente sua ignorância quanto ao que constitui ato libidinoso, ao bater na tecla de que o peladão só foi tocado nos pés.

Finalmente, o G1 concedeu a voz a opositores, contudo, construiu o discurso do ocorrido nas redes sociais para colar nos manifestantes, autoridades ouvidas (o Deputado Marcos Feliciano (PSC/SP) e o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro) e no Movimento Brasil Livre, o espantalho de histéricos e intolerantes, pelos termos utilizados para se referirem ao crime ocorrido nas dependências do MAM e com conivência desta instituição.

Em seguida cola a nota do MAM, na íntegra, concedendo de novo espaço de resposta bem maior, e finaliza consultando ‘especialistas’ jurídicos; ambos contrários aos manifestantes e que usam de termos como “Liberdade de Expressão”, “censura”, “histeria” etc., como metonímias, abstrações, metáforas e eufemismos, em um a retórica milaborante que não chega a conclusão alguma, mas serve para induzir o leitor a concordar com o portal, através da utilização dessas duas vozes de suposta autoridade. Nenhum especialista a favor dos manifestantes foi ouvido pelo G1, por que será?

A publicação pode ser encontrada aqui: https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/manifestantes-protestam-em-frente-ao-mam-apos-performance-com-homem-nu.ghtml

O jornalismo brasileiro está recheado de embusteiros, que se escondem atrás de uma falsa aura de bom mocismo, boas intenções e experiência. Por isso, é sempre importante que relembremos o Dr. Ruy Barbosa de Oliveira, que já nos avisava:

“Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”

Roberto Lacerda Barricelli
CEO & Founder do Instituto Visconde de Cairu e Consultor da Editora Libertar. Autor do livro "Em Defesa da Vida" e ativista pró-Vida.

Jornalista e especialista em economia, política e historia (brasileira, do pensamento econômico, política e do totalitarismo). Diretor de Jornalismo na Liga Cristã Mundial.

Estudos avançados em filosofia, principalmente nas escolas Estoica, Grega/Clássica, Romana/Latina, Escolástica, Jusnaturalista, Alemã (idealismo e estética e socialismo científico), Francesa (liberalismo e socialismo utópico), Inglesa (liberalismo, utilitarismo, empirismo, socialismo utópico e contratualismo), Russa (social democracia), Marxismo/Comunismo e Austríaca.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *