A Corrupção da Esquerda

Estamos diante de uma nova reformulação do Estamento burocrático, o sistema resolveu aplicar uma tática antiga, mas muito eficaz, que é a política do corta o dedo, mas mantem a mão. A sociedade assistiu, nos últimos anos, momentos em que o aparato estatal resolveu aplicar isso aos parasitas que estavam levando o sistema a bancarrota, ou, pior, arrastando o sistema e a sociedade numa nova configuração.

Uma sociedade e um Estado, que foi muito bem resumido pelo analista Jeffrey Nyquist no seu brilhante livro O Tolo e Seu Inimigo: “A criação de uma comunidade socialista universal é, em si mesma, a construção de uma Torre de Babel, e seus construtores são todos os globalistas, internacionalistas e crentes na “irmandade do homem”.

Negar esse fato, ou melhor dizendo, esse lento e gradual processo de transformação do sistema estatal, num sistema esquerda burocratizado e moroso, foi um processo de vilania pura e total. Ao mesmo tempo que era propagado um estandarte de uma nação sólida e democrática, as ruas e instituições eram tomadas pelas tropas de choque da esquerda revolucionária e corrupta. Que tratou de logo subverter a nação aos seus credos.

O enfrentamento que se deu para emperrar o processo de subversão e de manter o Estamento, foi iniciado pelo aparato estatal da justiça. Os corruptos dos partidos de esquerda radical e “moderada” (PP, PSDB, PMDB, PT, etc.), foram finalmente investigados e condenados pela justiça brasileira. O que antes era considerado como algo difícil, ou quase impossível, hoje, não é mais tanto. É, sem sombra de dúvidas, um novo sistema, ou, a volta do antigo sistema. Um mecanismo que resolveu enfrentar os “mais iguais” e, finalmente, resolveu colocar cada um deles em suas devidas celas.

É um novo tempo, um tempo em que a força do Estamento e de sua religião estatal, é indubitavelmente um poder avassalador. Abrange tudo e todos e não deixa que os antigos voltem a ocupar seus postos. O jogo andou e deixou na lama os antigos jogadores. O sistema saiu mais forte do que nunca, o Estado cada vez mais imperial e suas leis mais fortes.

O Estamento sabe muito bem que a corrupção desenfreada e institucionalizada, levaria tudo ao limbo, deixaria “aberto o peito” para ser removido as partes do Estado e assim, matar seus organismos. O plano estatal foi de reverter tudo isso em pouco tempo para voltar a viver. Como bem descreve Nyquist: “A corrupção leva à desmoralização e faz que uma sociedade fique doente, e aquilo que adoece torna-se presa. Eis o processo pelo qual nações e impérios caem: a corrupção entra no corpo social através de uma corrente de “novas ideias”, a perversão ganha direito de ingresso, a decadência se espalha, a venalidade e a desonestidade multiplicam-se, a imoralidade reina solta, os homens honestos são punidos por dizerem a verdade, as legiões abandonam a fronteira”.

Quando a desmoralização impera numa sociedade, a verdade e a honestidade deixam de existir, o que impera nessa nação é o barbarismo, a vilania, a perversidade e a brutalidade do tolo. A mentira e a desonestidade transforma-se em uma “tradição” irretocável, onde vai permanecer por tempo indeterminado. Assim, as “bocas nervosas” dos corruptos vai corroendo a sociedade e as instituições, fragmentando tudo e todos, ao ponto de transformar tudo numa massa putrefata e negra.

O sistema, ou melhor dizendo, o Estamento burocrático viu-se num momento de dar um giro de 180°. Resolveu jogar no lixo o parasita que estava encrostado em seu “corpo” e assim, dar margem para “mudar” um pouco as engrenagens do poder. Corta um dedo, mas mantem a mão no lugar. Esse é o credo do sistema, que segue na risca tudo isso. O que vai vir agora é totalmente desconhecido, ninguém sabe como será o andar da carruagem estatal. Quem viver, verá.

Salomão Campina

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *