Atentado em Vegas, Imprensa Desarmamentista e Charlie Hebdo

Na noite de domingo (01/10/2017), 58 pessoas foram assassinadas e aproximadamente 518 foram feridas durante o “Route 91 Harvest”, festival de música country, em Las Vegas, no estado americano de Nevada, após atentado promovido por Steven Paddock, um americano de 64 anos, residente da cidade de Mesquite, também em Nevada.

Paddock tinha licença para caçar e pescar concedida pelo estado do Alaska, o que lhe permitia a aquisição de armas de fogo e munições de maior potência. Devido a este fato, diversos veículos de imprensa, inclusive no Brasil, se não principalmente, estão colocando a culpa do massacre nas armas de fogo, alegando que Paddock não teria acesso às mesmas, caso fossem proibidas. Este é um dos piores “argumentos” que desarmamentistas podem usar, pois é refutado pela própria realidade, por exemplo, quando lembramos aos mesmos que Japão e Inglaterra estão entre os países com maior fluxo do contrabando de armas de fogo e estão também entre os mais desarmados. Na Austrália é possível adquirir fuzis no mercado negro, que variam de US$4 mil a US$32 mil, mas alguns revólveres são mais que suficientes até para um massacre, pois não há como a população (desarmada) reagir.

Contudo, o melhor exemplo de que o “argumento” desarmamentista é histérico e mentiroso surge ao lembra-nos do ataque terrorista ao Charlie Hebdo, em 07 de janeiro de 2015, que deixou 12 mortos e 11 feridos. Os terroristas estavam em um país desarmamentista (França), mas dois irmãos islâmicos (Said e Chérif Kouachi) tiveram fácil acesso a metralhadoras e as utilizaram no atentado. Quem quer fazer o mal, o fará, e proibir as armas jamais impedirá que os maus tenham acesso a elas, quiçá que encontrem grandes dificuldades, mas sempre desarmará os bons.

O ataque ao Charlie Hebdo, em Paris, Fança, há quase dois anos e nove meses, ocorreu como meio de intimidar o jornal para não fazer mais piadas com o “profeta” Mohammad (Maomé), principalmente em suas charges. Um policial foi morto pelos terroristas durante a fuga, sendo que na França nem mesmo a polícia tem fácil acesso às armas, e o policial em questão (que era muçulmano), assim como todos os membros do jornal, estavam desarmados.

Alegar que a proibição das armas impedirá que terroristas e genocidas tenham acesso às mesmas é tão absurdo e refutado pela realidade, que não deve ser levado a sério e não merece uma resposta maior do que a aqui dada.

Carta Capital, Veja, Folha, Uol, Globo, et caterva; ou não possuem o mínimo de honestidade, ou não têm respeito algum pelas vidas dos próprios colegas de profissão massacrados em janeiro de 2015.

Em tempo, os 10 fuzis encontrados com Steven Padocck, necessariamente são automáricos e de alta precisão, do contrário seria impossível acertar os disparos do 32º andar do Maladay Bay Hotel e Cassino (imagem abaixo), não podem ser portados nas cidades e essa regra é válida para todo o território nacional dos Estados Unidos da América, desde a década de 80 do século XX; o que desmonta de vez o argumento de que a proibição impediria Paddock.

Agradecimentos especiais ao meu amigo Ricardo, que foi fundamental para encontrar fontes confiáveis sobre o ocorrido.

Roberto Lacerda Barricelli
CEO & Founder do Instituto Visconde de Cairu e Consultor da Editora Libertar. Autor do livro "Em Defesa da Vida" e ativista pró-Vida.

Jornalista e especialista em economia, política e historia (brasileira, do pensamento econômico, política e do totalitarismo). Diretor de Jornalismo na Liga Cristã Mundial.

Estudos avançados em filosofia, principalmente nas escolas Estoica, Grega/Clássica, Romana/Latina, Escolástica, Jusnaturalista, Alemã (idealismo e estética e socialismo científico), Francesa (liberalismo e socialismo utópico), Inglesa (liberalismo, utilitarismo, empirismo, socialismo utópico e contratualismo), Russa (social democracia), Marxismo/Comunismo e Austríaca.

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