Feminismo coloca cortina de fumaça na agressão doméstica

O feminismo tenta dizer que é o único meio que luta contra a agressão doméstica, e como de costume, resume a discussão a uma questão de gênero. Porém, quando você lê a realidade desprovido da ideologia feminista, passa a levar em conta que existem outros fatores que propiciam um ambiente violento nos lares, como: alcoolismo, infidelidade, problemas psíquicos, personalidade, desequilíbrio familiar, etc. Para discutir soluções efetivas é preciso trabalhar com a realidade, não com as suposições, certo? — Essa seria a conclusão lógica, mas, o feminismo precisa reforçar seu discurso para fazer sentido, logo, tudo deve girar em torno de uma questão de gênero. Mas, em quase todos os países do mundo a maioria dos órgãos sérios, científicos e realmente comprometidos com a violência doméstica, trazem evidências de que mulheres agridem tanto quanto, ou mais do que, os homens. Vários estudos pelo mundo ratificam isso. A extensa e renomada bibliografia compilada por Martin S. Fiebert, do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual da Califórnia aponta em resumo o seguinte:

Esta bibliografia examina 286 investigações acadêmicas: 221 estudos empíricos e 65 resenhas e/ou análises, que demonstram que as mulheres são tão fisicamente agressivas ou mais agressivas do que os homens em suas relações com os seus cônjuges ou parceiros do sexo masculino. A dimensão da amostra global nos estudos criticamente analisados ultrapassa os 371.600.

Aqui no Brasil, em 2010 uma série de estudos denominados de “Mapa da Violência”, publicada pelo Instituto Sangari, com apoio do Ministério da Saúde e do Ministério da Justiça, revela em pesquisa o número de homicídios oriundos de violência doméstica cometidos no país, foram no total 8.770 mortes no ano, sendo 1.836 mulheres e 6.934 homens assassinados. Um homem a cada 1 h 15 minutos morre vítima de violência doméstica no Brasil, enquanto morre uma mulher a cada 4 h 46 min, pelo mesmo motivo. Em relação ao total de homicídios causados por violência doméstica, estima-se que são 79,1% de homens e 20,9% de mulheres mortos. Um estudo realizado por Fernanda Bhona, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em Minas Gerais (2013), apontou que homens são os que mais sofrem violência doméstica praticada por suas parcerias. Com um total de 480 participantes, a pesquisa apontou que 77% de um grupo de 292 mulheres com relação conjugal afirmam ter xingado, humilhado ou intimidado o parceiro. A agressão física do companheiro – tapas, socos ou chutes – foi assumida por 24% das mulheres. E, segundo as próprias mulheres, apenas 20% dos parceiros cometeram o mesmo tipo de agressão contra elas. Há dez anos, outra pesquisa realizada em 16 capitais brasileiras apresentou resultados semelhantes a essa pesquisa. O nível de agressão psicológica entre os casais ficou em 78,3% e o de abuso físico, 21,5%, apresentando um cenário contrário ao que se atribui normalmente ao homem, o de agressor. — Ou seja, a violência doméstica não se trata de uma questão de gênero e, se o objetivo é trazer soluções, a discussão deve ser feita honestamente levando em conta as reais causas.

Os homens são relutantes em dizer que foram vítimas de agressão por parte de mulheres, uma vez que isso é visto como fraqueza e algo “pouco digno” de um homem. Mas, para o feminismo o único gênero passível de opressão, é o feminino. Para o movimento, somente a mulher é vítima. — Não é preciso ser cristã para identificar as incoerências do feminismo, basta olhar para a realidade e constatar que o movimento não está nem um pouco interessado em resolver problemas, se trata de mais um coletivo político que visa apenas usar um grupo específico para alcançar seus objetivos.

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Cris Corrêa
Pedagoga pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), blogger (http://www.criscorrea.net), youtuber (https://www.youtube.com/channel/UC0yqhqRbkTtMRdhxWytT5Tw) e Toy Designer na empresa Maenga Toys(https://www.facebook.com/maengatoys).

1 Comment

  1. Tatiana Moreira Alvarez

    Excelente artigo! Parabéns, esta é A realidade e precisa ser difundida

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