Las Vegas, Terrorismo e o discurso da Imprensa

Veja – “Licença para caçar: o que se sabe sobre o atirador de Las Vegas”

http://veja.abril.com.br/mundo/licenca-para-cacar-o-que-se-sabe-sobre-o-atirador-de-las-vegas/#

O enunciado deixa clara a intenção da VEJA de confundir o leitor, fazendo-o ligar uma licença comum de caça (concedida no Alaska, não em Nevada) à idéia de que pessoas com essa licença caçarão seres humanos, ou (no mínimo) representam esse tipo de ameaça. A VEJA ignora a existência de milhares de caçadores nos EUA, e que jamais cometeram massacres, nem cometerão. Utilizam a exceção para tentar empurrar uma regra inexistente e falsa.

Portal UOL – “Sem antecedentes criminais, atirador de Vegas matou 58 com ‘chuva de tiros’”

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2017/10/02/autor-de-maior-ataque-em-massa-dos-eua-nao-tinha-antecedentes-criminais-veja-perfil.htm

O argumento pela proibição é latente no título desta matéria do Portal UOL, do Grupo Folha de São Paulo, ao frisarem que o ‘atirador’ (eufemismo para não dizerem ‘terrorista’) Paddock não tinha antecedentes criminais. Ou seja, mesmo a posse e porte controlados de armas de fogo não são seguros, pois até uma pessoa sem antecedentes criminais pode ‘surtar’ e se tornar um ‘atirador’. O que o UOL não diz no título, e tentará desconsiderar no corpo da matéria, é que o Estado Islâmico reivindicou o atentado de Paddock e informou ser este um recém convertido. O UOL é tão covarde que tentou desmentir a informação através de uma declaração do FBI deque “não há indícios” de conexão de Paddock com o terrorismo internacional; nem para utilizarem a própria voz têm coragem.

O termo ‘chuva de tiros’ é um recurso discursivo para impressionar o leitor e reforçar a falsa ideia de que “armas matam”, como se ocorrido fosse culpa das armas de fogo e não do assassino.

Novamente o UOL não diz tudo, por exemplo, que a namorada de Paddock, Marilou Danley, é uma indonesa com passaporte australiano, que ela deletou o próprio Facebook horas antes do ataque e estava em Dubai, não nas Filipinas, durante o ataque. O que uma cidadã de uma dos países islâmicos mais perigosos do mundo estava fazendo em Dubai (foto abaixo), nos Emirados Árabes Unidos (o grande centro financeiro do mundo islâmico) durante o atentado de seu namorado, reivindicado pelo EI? Compras?

Folha de São Paulo – “Milícia terrorista Estado Islâmico reivindica ataque em Las Vegas”

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/10/1923552-milicia-terrorista-estado-islamico-reivindica-ataque-e -las-vegas.shtml 

Novamente uma matéria na qual o grupo Folha de São Paulo tenta camuflar o ataque terrorista de Paddock, utilizando novamente a voz de terceiros (FBI), ignorando os fatos sobre Marilou Danley (aqui mais 5 fatos que todos precisam saber) e esperando que o EI prove que Paddock era um de seus soldados, invertendo o ônus da prova.

Não satisfeita, a Folha de São Paulo usa da voz do irmão do atirador, Eric Paddock: “Estamos perplexos”. Aqui está de novo o argumento de que um homem comum, com acesso fácil a armas de fogos (implícito), surtou e assassinou dezenas. Mesmo que fosse essa a verdade, usariam um caso isolado para criminalizar todos os cidadãos de bem; mero preconceito contra as pessoas honestas e as armas.

Por fim, utilizam do ataque terrorista à boate gay Pulse, em junho de 2016, quando o islâmico Omar Mateen assassinou 49 pessoas e feriu outras 53. O detalhe aqui é que tanto Omar (por telefone) assumiu ter agido em nome do Estado Islâmico, que confirmou a informação. Mas a confissão do terrorista islâmico e da organização terrorista islâmica não são provas de que foi um atentado terrorista islâmico? Só a Folha de São Paulo mesmo…

G1 (Portal de Notícia da Globo) – “Estado Islâmico reivindica ataque em Las Vegas; FBI não vê ligação de atirador com terrorismo internacional”

https://g1.globo.com/mundo/noticia/estado-islamico-reivindica-ataque-em-las-vegas.ghtml

O G1 sequer espera o corpo da matéria e argumenta ainda no título. O G1 ‘imita’ seus colegas desarmamentistas e pró-islã, ignorando que a indonesa com passaporte australiano, Marilou Danley, estava em Dubai e deletou seu Facebook poucas horas antes do atentado, tudo por acaso? Agora aprofundarei esta análise, olhando para mais fatos e aplicando lógica, algo que está em falta na imprensa.

O local aonde Paddock se hospedou e do qual atirou nas vítimas foi o Hotel e Cassino Mandalay Bay, no 32º andar, e para isso usou fuzis de alta precisão (a imprensa não se decide entre fuzis e rifles, mas pela distância dos disparos e o tipo de armamento encontrado, é necessário que sejam armas de alta precisão e automáticas). Foram recolhidos 10 (dez) fuzis no quarto em que o terrorista foi encontrado morto (supostamente cometeu suicídio).

Hotéis Cassinos possuem um forte esquema de segurança e não permitem que seus hóspedes possuam armas pesadas, alguns nem leves, tendo o direito de pedir que saiam, segundo a Lei do Estado de Nevada. Como Paddock conseguiu entrara com esse armamento, munições e acessórios? São 10 fuzis, teria carregado tudo de uma vez? Precisaria de ajuda. Quem o teria ajudado não perceberia algo de muito suspeito? Levou aos poucos, em dias diferentes e ninguém suspeitou? A opção que faz mais sentido é a de que alguém de dentro ajudou Paddock, mas teremos que aguardar até que as investigações do FBI revelem se há outro(s) elemento(s) ou não; talvez infiltrado(s) pelo Estado Islâmico?

Em tempo, os 10 fuzis encontrados com Steven Padocck, uma vez que, necessariamente, são automáticos e de alta precisão, não podem ser portados nas cidades e essa regra é válida para todo o território nacional dos Estados Unidos da América, desde a década de 80 do século XX; o que desmonta de vez o argumento de que a proibição impediria Paddock.

Outro ponto curioso, é que o hotel escolhido pertence à família do falecido bilionário Kirk Kerkorian, que controla o grupo MGM Resorts International. Kerkorian investiu US$1 bilhão para ajudar família armênias a se recuperarem do holocausto promovido pelo Império Turco Otomano (islâmico) entre 1915 e 1922.

Então, o Estado Islâmico reivindica o atentado, a namorada de Paddock é uma indonesa, que estava em Dubai e apagou o Facebook poucas horas antes e o local escolhido pertence a uma família que ajudou milhares de cristãos na Armênia e o próprio país (83% de cristãos) a se recuperar de ataques islâmicos, através da Lincy Foundation, até 2011. Mas, segundo o G1 e seus parceiros, não há sequer indícios de que foi um atentado terrorista islâmico?

O Globo – “Atirador de Las Vegas tinha dez armas e foi achado morto em quarto de hotel”

https://oglobo.globo.com/mundo/atirador-de-las-vegas-tinha-dez-armas-foi-achado-morto-em-quarto-de-hotel-21896547

Aqui será uma análise curta, pois o texto do O Globo, em si, é só informativo. No título está a mensagem discursiva: ‘armas matam’. Usam ‘atirador’ como eufemismo para não dizerem ‘terrorista’’ e frisam a quantidade de armas em posse de Paddock. Só há um probleminha: a quantidade de armas é irrelevante.

Ora, um japonês matou mais de 19 pessoas e feriu outras 28, deixando 20 em estado grave, em um hospital em Sagamihara, no Japão, país mais desarmado do mundo, usando uma faca, e O Globo realmente acredita que a quantidade de fuzis, rifles, etc., faz diferença? Colocar esse informação no título é mero recurso discursivo para impressionar o leitor e tentar gerar neste a ojeriza por armas de fogo.

 

Estes foram os principais veículos e matérias que encontrei e espero ter elucidado todos os pontos.

Agradecimentos especiais ao meu amigo Ricardo, que ajudou demais na pesquisa necessária para a produção deste texto.

Roberto Lacerda Barricelli
CEO & Founder do Instituto Visconde de Cairu e Consultor da Editora Libertar. Autor do livro "Em Defesa da Vida" e ativista pró-Vida.

Jornalista e especialista em economia, política e historia (brasileira, do pensamento econômico, política e do totalitarismo). Diretor de Jornalismo na Liga Cristã Mundial.

Estudos avançados em filosofia, principalmente nas escolas Estoica, Grega/Clássica, Romana/Latina, Escolástica, Jusnaturalista, Alemã (idealismo e estética e socialismo científico), Francesa (liberalismo e socialismo utópico), Inglesa (liberalismo, utilitarismo, empirismo, socialismo utópico e contratualismo), Russa (social democracia), Marxismo/Comunismo e Austríaca.

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